Criaçao com apego e a chegada da independencia

Ai… Quase seis meses do relacionamento mais intenso que ja tive com alguém…. Não levando em conta os mais íntimos e acolhedores – os meses que a minha barriga foi a casa dela.

Confesso que a maternidade foi inesperada para mim e eu nada sabia sobre educação e criação quando me vi gravida… Com o intuito de me informar sobre o assunto, logo saí a pesquisar e nem precisei de muita informação para tomar minha decisão rapidinho: criaria minha filha com muito apego, pois assim fui criada e… minha segurança e auto confiança  me fez pensar que isso seria bom para minha filha também.

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Acredito estar aproveitando tudo dessa fase de coexistência com ela. Neste tempo todo tenho tentado ser TODA dela. Sou mamadeira, bico, mordedor, cama, calmante, travesseiro e balanço dela. Também fui sua companhia em 99% do tempo. É preciso que eu faça justiça mencionando os 20 minutos em que ela dormiu sob a supervisão do pai e que me proporcionaram uma ida ao supermercado. Embora meu marido seja um pai muito presente e eu compreenda a extrema importância do pai na convivência com ela, minha opção de “apego”, acaba me envolvendo e absorvendo muito mais do que a ele.

Dormimos juntos, os três, amamento em livre demanda, eu a carrego junto ao meu corpo o tempo todo, inclusive quando faço yoga. Eu a levo enquanto ministro aulas. O pai a aconchega e acomoda no cantinho da sala onde ela pode me visualizar. Assoprei velas do meu aniversario com ela grudadinha no peito. Nem por um segundinho da sua vida eu a deixei chorando sem atender. Acolhi, acolhi, acolhi e acolho ao sempre. Deixei na estante meus livros de “treinamentos de bebês” porque tudo aquilo me parecia desnecessário.
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A proximidade dos seis meses me apontam para uma realidade em que nao serei mais sua única fonte de alimento, e isso está me dando uma dorzinha… rs…. Vou começar a introdução de sólidos e ja decidi que nao vou dar água na mamadeira e sim no copinho pois nao quero perder nenhum momento de “chupetagem” que ela ainda possa me proporcionar. Amamentação em livre demanda foi, sem sombra de dúvidas, a tarefa mais gostosa – cansativa mas extremamente prazerosa – que eu ja exerci na minha vida. Lutei muito para que desse tudo certo, pesquisei muito, apesar de alguns livros terem ficado na prateleira. Segui as teorias com as quais me identificava, as orientações das parteiras e minha intuição de mãe a risca. Estou muito orgulhosa de ter conseguido enfrentar minhas limitações, dúvidas e obstáculos sem correr para os cômodos atalhos. Devo muito ao meu marido e a minha mae que me ajudaram e motivaram muito dividindo comigo a certeza de que seria o melhor para ela!
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Fiz tudo do jeito como dizem que “deixa a criança mal acostumada”, sem medo de errar. Enfrentei criticas, mas de pessoas cujos valores e opiniao nao me interessam. Acredito na possibilidade de ter errado em algumas vezes mas nunca intencionalmente. Norteio minhas açoes na crença de que meu bebe precisa de mim ao máximo e que isso nada tem a ver com a dependência que chega posteriormente, ao contrário… tem a ver com segurança, com a certeza do acolhimento imediato!!! Digo isso com a certeza de quem tem respaldo da pratica, afinal eu tenho um verdadeiro exemplo: a forma como minha mãe me criou. Sou feliz… sei lá… o suficiente para estar aqui acreditando no que escrevo.

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Criada com muito apego, sai do quarto da minha mae quando tinha 16 anos, diretamente para morar sozinha, em outra cidade, com o objetivo de “passar no vestibular”. Vivemos grudadas, tenho uma amizade solidíssima com ela que frequentemente é elogiada por quem conosco conviveu ou convive. Durante minha adolescência, era para ela que eu gostaria de correr pra contar as coisas que me aconteciam – hoje em dia continua assim. É o conselho dela que eu quero, a presença dela me deixa segura. Esteja eu em qualquer lugar do mundo que estiver sei que sempre terei um porto seguro la em casa – e essa segurança eu devo à maneira como fui criada e ao meu relacionamento com a minha mae. Essa certeza do porto seguro é que eu quero que minha filha tenha para ser livre e poder se lançar à sua vida sem medo.

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É isso que eu quero passar para minha filha e para os outros filhos que hão de vir. Sou o mundo dela para ela ate agora e nao perderei a oportunidade de continuar sendo o máximo em tudo que me for possível.

Diante da minha experiência pratica de filha criada com apego, asseguro que nao precisamos temer de que nossos filhos sejam mal acostumados nesses primeiros meses de vida.

Aproveite a dependência dessa fase, acolha e dê segurança sempre. Esteja sempre à sua disposição. A independência e a segurança em seu filho chegará como consequência de sua doação. Seu filho não será inseguro se ele não conhecer a desatenção! Aproveite a fase… se entregue, atenda imediatamente, se doe, sirva, AME, AME e AME!!!

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2 thoughts on “Criaçao com apego e a chegada da independencia

  1. Concordo plenamente com VC! Não fui criada dessa maneira mas mesmo assim tenho certeza que estou fazendo certo com minha filha de 1 ano e sete meses, largar meu trabalho para me dedicar a ela e tenho certeza que fiz o certo por nós!
    Muito amor pelo teu texto.
    Adoro teu blog.
    Abraço meu e da Antônia

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  2. Me vi ao ler seu post!! Sou mãe pela terceira vez, são três meninas e a mais nova com 7 anos de diferença da segunda! Minha bebê é apegada e sou dela quase que 100% de meu tempo. Mas ela já está com quase 8 meses e comendo as papinhas! Te garanto, este apego não mudou, pois sou eu quem faz e dá as papinhas para ela! Vejo nos olhinhos a felicidade dela e isto me deixa ainda mais feliz!!

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